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Psicologia

Os irmãos são um tema controverso, para muitos uma mais valia de vida, para outros não necessariamente importantes, para muitos uns companheiros de vida mas com muito que se lhe diga.

Vamos então falar um pouco da importância dos irmãos. Os irmãos são importantes, na medida que nos acompanham pela vida, nos apoiam no desenvolvimento, ajudam a criar laços afetivos, servem de modelos, são cúmplices, são cobiçados, são os primeiros amigos e às vezes “inimigos”. Os irmãos preparam as relações sociais, promovem a resistência às frustrações, ajudam na autonomia, partilha e divisão. Muitas vezes ajudam a descortinar o mundo dos sentimentos, dos ciúmes e da noção de pertença.

Sendo assim, os irmãos são uma grande ajuda no desenvolvimento do ser humano e um grande motor na noção e manutenção da família.

Mas com os irmãos surge também a disputa, a competitividade e o ciúme. A chegada de um irmão é sempre um momento de tensão, no qual a criança vive um sentimento de ganho e perda. Por um lado, pode estar ali um aliado, um amigo, alguém com quem brincar. Mas por outro, está ali alguém com quem disputar a atenção dos pais, alguém com quem partilhar os brinquedos, alguém que requer mais cuidados e que vai chamar mais a atenção de todos. Por isso, o ciúme entre irmãos é saudável e até necessário para amadurecer o amor entre eles. Contudo é preciso analisar esse ciúme, não o deixar tornar-se exagerado ou motivado por comportamentos externos dos pais e familiares. Não devem assim, existir demasiadas comparações ou exigências e até mesmo responsabilidades para com os irmãos mais velhos, tudo deve ser mediado e controlado.

Os irmãos competem, disputam, brigam por atenção, por brinquedos, por comida, por amigos… mas também são capazes das melhores partilhas, da mais forte das cumplicidades, das atenções mais ativas e dos gestos mais carinhosos.

Os irmãos são então dotados dum amor sem igual, dum amor puro, genuíno que se nutre porque sim. Não devem os pais ou cuidadores, minimizar este amor ou promover nele um desamor de competição, de desapego, de ciúme desmedido. Cabe aos pais e educadores promover este amor, criar laços mais fortes, torna-los mais cúmplices e criar ambientes e estruturas de partilha, brincadeira, interajuda e dedicação.

O amor entre irmãos é o primeiro da rede social alargada e o único capaz de perdorar pela vida fora.

Dra. Ana Ribeiro | Psicóloga Clínica

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